Caarapó News –
A concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração da BR-163 em Mato Grosso do Sul, registrou aumento de 93,2% na receita de pedágio em 2025, alcançando R$ 442,990 milhões. Em 2024, o valor arrecadado havia sido de R$ 229,276 milhões.
Os dados constam no Relatório da Administração divulgado nesta sexta-feira (27).
Para veículos de passeio, a tarifa mínima é de R$ 6,50 e a máxima chega a R$ 10, conforme o trecho da rodovia.
Segundo a concessionária, o crescimento expressivo está ligado ao termo aditivo firmado em agosto de 2025, que redefiniu os direitos econômicos da empresa e permitiu o reconhecimento de parcela maior das receitas tarifárias.
De acordo com o relatório, a assinatura do aditivo eliminou efeitos anteriores relacionados ao excedente tarifário, resultando em elevação proporcional da receita registrada no exercício.
A receita operacional bruta atingiu R$ 769,399 milhões em 2025, aumento de 154% em relação aos R$ 302,928 milhões registrados em 2024.
Os custos e despesas cresceram 17,2%, passando de R$ 489,949 milhões para R$ 574,320 milhões. Já os custos de construção chegaram a R$ 316,093 milhões — alta de 2.741,5% — impulsionados pela retomada das obras de duplicação, faixas adicionais e restauração do pavimento previstas na repactuação do contrato.
Os investimentos apresentaram salto ainda mais expressivo: de R$ 20,746 milhões em 2024 para R$ 394,496 milhões em 2025, crescimento superior a 180 mil%.
Entre janeiro e dezembro de 2025, passaram pela BR-163 18.948.624 veículos. No período, foram registrados:
A Motiva, antiga CCR MSVia, oficializou em agosto do ano passado a assinatura do aditivo contratual que prorrogou a concessão da rodovia por mais 29 anos.
O contrato anterior era alvo de críticas pelo descumprimento de metas, especialmente quanto à duplicação da via.
Entre as obrigações previstas no novo acordo estão:
O investimento total estimado é de R$ 9,3 bilhões.
Em 31 de janeiro de 2025, a Agência Nacional de Transportes Terrestres publicou o aviso de leilão da BR-163 em Mato Grosso do Sul. O processo de relicitação teve início em dezembro de 2019, quando a então CCR MSVia alegou dificuldades financeiras para manter o contrato original.


