Midia Max –
Quem estava em Mato Grosso do Sul em 2023 certamente se lembra do calor intenso que marcou o ano. Em diversos municípios, os termômetros chegaram aos 40°C, ou ficaram muito próximos disso, com sucessivas ondas de calor. As altas temperaturas acenderam alertas para a saúde pública, aumentaram os focos de incêndio e colocaram em risco setores importantes da economia, como a agropecuária.
Matérias publicadas pelo Midiamax ao longo daquele ano retratavam os impactos das condições climáticas extremas no Estado: “Onda de calor afeta animais e pode prejudicar produção de leite e aves em Mato Grosso do Sul”; “Calorão sem fim: 2023 foi o mais quente dos últimos 30 anos em Mato Grosso do Sul”; “Onda de calor: MS tem alerta para temperatura beirando os 40°C com riscos à saúde”.
Todo esse cenário foi influenciado pelo El Niño, fenômeno climático que teve efeitos significativos até 2024, ano em que Mato Grosso do Sul enfrentou inúmeros incêndios florestais, como aponta o Programa Queimadas, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Seus efeitos foram severos, e a previsão é de que essa condição volte a se repetir em 2026.
El Niño em formação
Embora o fenômeno ainda não tenha sido oficialmente declarado, a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) já opera em nível de “Alerta El Niño”, etapa que indica condições cada vez mais favoráveis ao desenvolvimento do evento climático.
O cenário atual aponta para uma transição rápida das condições neutras observadas nos últimos meses para um padrão de aquecimento sustentado do Oceano Pacífico.
De acordo com a projeção mais recente da NOAA, divulgada em 16 de maio, há 82% de probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho de 2026. Já a chance de o fenômeno permanecer ativo entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027 chega a 96%, período que corresponde ao verão no Hemisfério Sul.
Ou seja, a projeção indica um inverno, primavera e verão muito mais quentes.


