Caminhoneiros iniciaram uma mobilização nesta segunda-feira (13) com o objetivo de pressionar o Senado Federal pela votação da Medida Provisória do Frete, que estabelece regras relacionadas ao piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. A articulação ocorre diante da proximidade do prazo de validade da proposta, previsto para esta semana.
A convocação partiu de lideranças da categoria, que defendem a aprovação da medida antes que ela perca validade. Segundo representantes dos caminhoneiros, a MP é considerada importante para garantir maior fiscalização sobre o cumprimento dos valores mínimos de frete e assegurar melhores condições aos transportadores autônomos.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que motoristas poderiam realizar paralisações como forma de pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a colocar o texto em votação. A mobilização inicial teria foco em pontos estratégicos, como regiões portuárias.
A Medida Provisória nº 1.343/2026 precisa ser analisada pelo Senado até o prazo estabelecido para continuar em vigor. Caso não seja votada dentro do período previsto, a proposta perde validade, aumentando a insatisfação de parte da categoria.
Apesar da pressão de algumas lideranças, entidades representativas afirmam que ainda há diálogo em andamento e que uma paralisação nacional não representa, necessariamente, a posição de todos os caminhoneiros. A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) declarou que acompanha a situação e defende negociações institucionais.
O movimento ocorre em meio à preocupação de setores econômicos sobre possíveis impactos no transporte de mercadorias caso haja uma adesão ampla dos motoristas. Até o momento, a mobilização segue sendo acompanhada pelas autoridades e representantes do setor produtivo. Com informações: ConecteMS


